5.11.08

Chegada

Fazia calor naquela noite de lua cheia, eu me lembro muito bem. Nos encontramos na rua mesmo, conforme o combinado, para tomar umas cervejas na intençao de amansar um pouco a temperatura do corpo. Ele me explicava que havia tardado um pouco porque, no caminho até mim, parou por mais de 10 minutos e ficou olhando a lua crescer no céu. "Sou de câncer, oras", como se eu soubesse muito de astrologia. Das cervejas seguimos para o porto porque ali, com certeza, estaria mais fresquinhos. Encontramos um banco, nos sentamos, mas logo ele quis deitar no meu colo. Enquanto passava os dedos entre seus cabelos, escutava dele que este tipo de carícia provocava nele como "500 milhoes de orgasmos ao mesmo tempo". Claro, depois de 5 anos usando dreads...Depois se levantou, começou a liar un cigarro e falar do mar. No dia seguinte ele partiria e ficaríamos alguns dias sem nos ver. Foi aí, aí mesmo, quando eu olhava aquelas maos liando o cigarro que ele chegou. Como um susto. Um vento frio na espinha. Quando desviei meus olhos das maos dele e mirei nos olhos, já nao havia mais saída. Entre ele e eu agora havia um hóspede. Enfim, o amor.

3 comentários:

J.F. de Souza disse...

Fim feliz
que ainda nao acabou!



"(...) a liar un cigarro (...)"

Tô falando que já tá rolando um portuñol aê... =P


=*

Monica disse...

O Morro foi feito de samba, de samba pra gente sambar!
Belo!

Marcelo disse...

Lá li e me embriaguei dos 5 dias antes até ontem... Por incompetência total, lá na consegui postar. Existem cidades que eu amo... e Barcelona é uma delas... Fico tão feliz que esteja feliz... Estou editando uma revista de vinhos, também, e hora dessas baixo por aí só pra cobrar aquela breja que me deves... beijaços..